PREVIDÊNCIA VERSUS POUPANÇA

O jornal carioca traz em sua edição de domingo uma reportagem curiosa, que tenta mostrar que se os trabalhadores pudessem aplicar a quantia que recolhem ao INSS, seria possível, em alguns casos, acumular fortunas e conseguir, só com rendimentos e juros, “aposentadoria” muito maior do que a concedida pelo governo.

Cálculos com base nos critérios da Previdência mostram que trabalhador que tivesse contribuído por 35 anos sobre três salários mínimos — média de renda nas grandes capitais, segundo o IBGE — teria, ao parar de trabalhar, aos 55, aposentadoria de R$ 690,41. Se a mesma quantia estivesse na poupança, que em 2007 rendeu em média 0,6% ao mês (para o cálculo, foi usada média 0,5%), ele teria acumulado R$ 354 mil e poderia sacar R$ 1.773,76 ao mês — ou seja, R$ 1.083,35 a mais, só de juros, sem mexer no total.Os números são mais impressionantes, segundo o jornal, quando se considera opção com ganho maior, como fundos de renda fixa, que, em 2007, renderam 11,26% ao ano, em média. Com rentabilidade mensal de 1%, o trabalhador acumularia, ao longo de 35 anos, a fortuna de R$ 1.601.308,91. Nesse caso, poderia sacar mensalmente, após esse período, R$ 16.013,09, sem mexer no dinheiro poupado. Os cálculos são do advogado e contador Claudio Vale Oliveira Freire, da GVS Consultoria, consideram alíquota de 20% (contribuintes individuais). 

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