Arquivo de Julho, 2008

Panelas

Escolha bem as panelas e as vasilhas plásticas para preservar os alimentos

Descubra se a panela de ferro combate anemia ou o plástico favorece o câncer
Você já parou para pensar nos utensílios que usa no dia-a-dia para preparar suas refeições? Se ainda não fez isso, está na hora. A sua panela favorita ou aquela vasilha plástica usada para esquentar o almoço no microondas nem sempre são tão inofensivas quanto parecem. É verdade que ainda faltam pesquisas mais profundas sobre o tema, mas sabemos que alguns cuidados são necessários para preservar as vitaminas dos alimentos, por exemplo , afirma Andréa Esquivel , nutricionista clínica especialista em alimentos funcionais.

Numa entrevista sem alarmismos, ela apresenta uma série de curiosidades sobre as panelas de alumínio, inox ferro e barro, além de dar dicas para você aproveitar ao máximo os nutrientes que consome. Em geral, não temos nenhuma preocupação grave quanto aos utensílios. Caso contrário, já teríamos metade de população morta ou com câncer terminal , tranqüiliza a especialista.

1. O recipiente interfere nas propriedades nutricionais dos alimentos?
Não. Mas manter alimentos armazenados em utensílios de alumínio ou ferro pode pôr em risco alguns nutrientes, como vitamina C e vitamina E, que se oxidam na presença de ferro ou alumínio.

2. As panelas de ferro realmente ajudam no combate de anemia?
É muito pouco de ferro que se desprende das panelas e que pode ser absorvido. Portanto, não devemos considerar que o uso dessas panelas pode servir como fonte do nutriente. Devemos incluir na alimentação opções que contenham ferro, garantindo o fornecimento do mineral ao organismo.

3. Há algum material que pode prejudicar a saúde?
É muito difícil afirmar que uma pessoa ficou doente por causa do mau uso de um utensílio ou de determinado material. A legislação já determina quais os materiais podem ser adequados, sem riscos.

4. Esquentar os congelados em recipientes plásticos faz mal?
Algumas pesquisas hoje indicam que este procedimento faz com que substâncias dos recipientes plásticos migrem para o alimento, mas dizer que isso faz mal é outra coisa. Ainda não existem estudos que comprovem essa idéia.

5. As vasilhas plásticas que vão ao microondas têm potencial cancerígeno?
As substâncias que migram do plástico ao alimento quando aquecidos possuem potencial carcinogênico. Mas ainda não sabemos se essas substâncias são absorvidas e, menos ainda, se isso ocorre em quantidade realmente ameaçadora. Na dúvida, no entanto, prefira usar recipientes de louça ou refratários.

6. Quais as vantagens das panelas de inox em comparação às de alumínio?
O inox é um pouco mais caro, mas apresenta várias vantagens: mantém a temperatura por mais tempo, é mais fácil de limpar e mais versátil. Alguns alimentos não podem ser feitos em panelas de alumínio porque oxidam e escurecem (caso do purê de maçã, por exemplo). Mas não podemos dizer que o alumínio migra das panelas para o alimento, causando uma doença. Sabemos que há migração e sabemos que o alumínio é tóxico ao organismo. Mas não sabemos se ele será absorvido pelo intestino e, isso ocorrendo, se o organismo irá sofrer com ele ou eliminá-lo antes de fazer mal.

7. As panelas de barro oferecem algum risco á saúde?
Não, elas podem inclusive deixar migrar alguns minerais bons para a saúde. Mas isso é muito pouco e também não interfere no cálculo nutricional.

8. A tintura usada em algumas embalagens (com a dos lanches industrializados) pode fazer mal?
A legislação obriga as indústrias a produzir embalagens para alimentos dentro de normas técnicas que impeçam que estes corantes façam mal a saúde.

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EDUCAÇÃO Banco de Dados!

Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos.

Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente: · Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ; · Escutar músicas em MP3 d e alta qualidade; · Ler obras de Machado de Assis ou a Divina Comédia; · Ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA · e muito mais….

Esse lugar existe! O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso,basta acessar o site: www..dominiopublico.gov.br

Só de literatura portuguesa são 732 obras! Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura. Divulgue para o máximo de pessoas!

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Gratidão

              No mês de agosto de 2001, Moshê (nome fictício), um bem sucedido empresário judeu, viajou para Israel a negócios.
              Na quinta feira, dia nove, entre uma reunião e outra, o empresário aproveitou para ir fazer um lanche rápido em uma pizzaria na esquina das ruas Yafo e Mêlech George no centro de Jerusalém. 
                 O estabelecimento estava superlotado. Logo ao entrar na pizzaria, Moshê percebeu que teria que esperar muito tempo numa enorme fila, se realmente desejasse comer alguma coisa - mas ele não dispunha de tanto tempo.
                Indeciso e impaciente, pôs-se a ziguezaguear por perto do balcão de pedidos, esperando que alguma solução caísse do céu.
               Percebendo a angústia do estrangeiro, um israelense perguntou-lhe se ele aceitaria entrar na fila na sua frente. Mais do que agradecido, Moshê aceitou. Fez seu pedido, comeu rapidamente e saiu em direção à sua próxima reunião.
               Menos de dois minutos após ter saído, ele ouviu um estrondo aterrorizador. Assustado, perguntou a um rapaz que vinha pelo mesmo caminho que ele acabara de percorrer o que acontecera. O jovem disse que um homem-bomba acabara de detonar uma bomba na pizzaria
Sbarro`s…  Moshê ficou branco. Por apenas dois minutos ele escapara do atentado.  Imediatamente lembrou do homem israelense que lhe oferecera o lugar na fila.
              Certamente ele ainda estava na pizzaria.
              Aquele sujeito salvara a sua vida e agora poderia estar morto.
              Atemorizado, correu para o local do atentado para verificar se aquele homem necessitava de ajuda. Mas encontrou uma situação caótica no local.
             A Jihad Islâmica enchera a bomba do suicida com milhares de pregos para aumentar seu poder destrutivo. Além do terrorista, de vinte e três anos, outras dezoito pessoas morreram,   sendo seis crianças. Cerca de outras noventa pessoas ficaram feridas, algumas em condições críticas.
            As cadeiras do restaurante estavam espalhadas pela calçada.
            Pessoas gritavam e acotovelavam-se na rua, algumas em pânico, outras tentando ajudar de alguma forma.
            Entre feridos e mortos estendidos pelo chão, vítimas ensangüentadas eram socorridas por policiais e voluntários. Uma mulher com um bebê coberto de sangue implorava por ajuda.
           Um dispositivo adicional já estava sendo desmontado pelo exército.
           Moshê procurou seu 'salvador' entre as sirenes sem fim, mas não conseguiu encontrá-lo.
           Ele decidiu que tentaria de todas as formas saber o que acontecera com o israelense que lhe salvara a vida. Moshê estava vivo por causa dele.
          Precisava saber o que acontecera, se ele precisava de alguma ajuda e, acima de tudo, agradecer-lhe por sua vida.
          O senso de gratidão fez com que esquecesse da importante reunião que o aguardava.
          Ele começou a percorrer os hospitais da região, para onde tinham sido levados os feridos no atentado.
          Finalmente encontrou o israelense num leito de um dos hospitais. Ele estava ferido, mas não corria risco de vida.
          Moshê conversou com o filho daquele homem, que já estava acompanhando seu pai, e contou tudo o que acontecera. Disse que faria tudo que fosse preciso por ele. Que estava extremamente grato àquele homem e que lhe devia sua vida. Depois de alguns momentos, Moshê se
despediu do rapaz e deixou seu cartão com ele.  Caso seu pai necessitasse de qualquer tipo de ajuda, o jovem não deveria hesitar em comunicá-lo.
         Quase um mês depois, Moshê recebeu um  telefonema em seu escritório em Nova Iorque daquele rapaz, contando que seu pai precisava de uma operação de emergência. Segundo especialistas, o melhor hospital
para fazer aquela delicada cirurgia fica em Boston, Massachussets.
       Moshê não hesitou. Arrumou tudo para que a cirurgia fosse realizada dentro de poucos dias.Além disso, fez questão de ir pessoalmente receber e acompanhar seu amigo em Boston, que fica a uma hora de avião de Nova Iorque.
       Talvez outra pessoa não tivesse feito tantos esforços apenas pelo  senso de gratidão. Outra pessoa poderia ter dito 'Afinal, ele não teve  intenção de salvar a minha vida: apenas me ofereceu um lugar na fila '
       Mas não Moshê. Ele se sentia profundamente grato, mesmo um mês após o atentado.  E ele sabia como retribuir um favor.
       Naquela manhã de terça-feira, Moshê foi pessoalmente acompanhar seu amigo - e deixou de ir trabalhar. Sendo assim, pouco antes das nove horas da manhã, naquele dia onze de setembro de 2001. Moshê não estava no seu escritório no 101º andar do World Trade Center Twin Towers.

       (Relatado em palestra do Rabino Issocher Frand)
       'Entrai pelas portas dele com gratidão, e em seus átrios com louvor;  louvai-o, e bendizei o seu nome.' Salmos 100:4

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TRÊS DIAS PARA VER

Por Helen KellerO que você olharia se tivesse apenas três dias de visão?
Helen Keller (1880-1968), uma mulher extraordinária, cega, surda e muda desde bebê, nos chama a atenção para a apreciação de nossos sentidos, algo que normalmente não percebemos. Apenas de posse do sentido do tato e uma perseverança inigualável, sob a orientação de Anne Sullivan Macy, Keller pôde aprender a ler e escrever pelo método Braille, chegando mesmo a falar, por imitação das vibrações da garganta de sua preceptora, as quais captava com as pontas dos dedos. O esforço de sua mente em procurar se comunicar com o exterior teve como resultado o afloramento de uma inteligência excepcional, considerada a maior vitória individual da história da educação. Ela foi uma educadora, escritora e advogada de cegos. Tinha muita ambição e grande poder de realização. Ao lado de Sullivan, percorreu vários países do mundo promovendo campanhas para melhorar a situação dos deficientes visuais e auditivos. É considerada uma das grandes heroínas do mundo.  A Srta. Helen alterou nossa percepção do deficiente.Publicado no Reader’s Digest (Seleções) há 70 anos. Texto selecionado por Silvia Helena Cardoso Várias vezes pensei que seria uma benção se todo ser humano, de repente, ficasse cego e surdo por alguns dias no principio da vida adulta. As trevas o fariam apreciar mais a visão e o silencio lhe ensinaria as alegrias do som.De vez em quando testo meus amigos que enxergam para descobrir o que eles vêem. Há pouco tempo perguntei a uma amiga que voltava de um longo passeio pelo bosque o que ela observara. “Nada de especial”, foi à resposta.Como é possível, pensei, caminhar durante uma hora pelos bosques e não ver nada digno de nota? Eu, que não posso ver, apenas pelo tacto encontro centenas de objetos que me interessam. Sinto a delicada simetria de uma folha. Passo as mãos pela casca lisa de uma bétula ou pelo tronco áspero de um pinheiro. Na primavera, toco os galhos das árvores na esperança de encontrar um botão, o primeiro sinal da natureza despertando após o sono do inverno. Por vezes, quando tenho muita sorte, pouso suavemente a mão numa arvorezinha e sinto o palpitar feliz de um pássaro cantando.Às vezes meu coração anseia por ver tudo isso. Se consigo ter tanto prazer com um simples toque, quanta beleza poderia ser revelada pela visão! E imaginei o que mais gostaria de ver se pudesse enxergar, digamos por apenas três dias.Eu dividiria esse período em três partes. No primeiro dia gostaria de ver as pessoas cuja bondade e companhias fizeram minha vida valer a pena. Não sei o que é olhar dentro do coração de um amigo pelas “janelas da alma”, os olhos. Só consigo “ver” as linhas de um rosto por meio das pontas dos dedos. Posso perceber o riso, a tristeza e muitas outras emoções. Conheço meus amigos pelo que toco em seus rostos.
Como deve ser mais fácil e muito mais satisfatório para você, que pode ver, perceber num instante as qualidades essenciais de outra pessoa ao observar as sutilezas de sua expressão, o tremor de um músculo, a agitação das mãos. Mas será que já lhe ocorreu usar a visão para perscrutar a natureza íntima de um amigo? Será que a maioria de vocês que enxergam não se limita a ver por alto as feições externas de uma fisionomia e se dar por satisfeita?Por exemplo, você seria capaz de descrever com precisão o rosto de cinco bons amigos? Como experiência, perguntei a alguns maridos qual a exata cor dos olhos de suas mulheres e muitos deles confessaram, encabulados, que não sabiam.
Ah, tudo que eu veria se tivesse o dom da visão por apenas três dias!O primeiro dia seria muito ocupado. Eu reuniria todos os meus amigos queridos e olharia seus rostos por muito tempo, imprimindo em minha mente as provas exteriores da beleza que existe dentro deles. Também fixaria os olhos no rosto de um bebê, para poder ter a visão da beleza ansiosa e inocente que precede a consciência individual dos conflitos que a vida apresenta. Gostaria de ver os livros que já foram lidos para mim e que me revelaram os meandros mais profundos da vida humana. E gostaria de olhar nos olhos fiéis e confiantes de meus cães, o pequeno scottie terrier e o vigoroso dinamarquês.
À tarde daria um longo passeio pela floresta, intoxicando meus olhos com belezas da natureza. E rezaria pela glória de um pôr-do-sol colorido. Creio que nessa noite não conseguiria dormir.No dia seguinte eu me levantaria ao amanhecer para assistir ao empolgante milagre da noite se transformando em dia. Contemplaria assombrado o magnífico panorama de luz com que o Sol desperta a Terra adormecida.
Esse dia eu dedicaria a uma breve visão do mundo, passado e presente. Como gostaria de ver o desfile do progresso do homem, visitaria os museus. Ali meus olhos, veriam a história condensada da Terra — os animais e as raças dos homens em seu ambiente natural; gigantescas carcaças de dinossauros e mastodontes que vagavam pelo planeta antes da chegada do homem, que, com sua baixa estatura e seu cérebro poderoso, dominaria o reino animal.Minha parada seguinte seria o Museu de Artes. Conheço bem, pelas minhas mãos, os deuses e as deusas esculpidos da antiga terra do Nilo. Já senti pelo tacto as cópias dos frisos do Paternon e a beleza rítmica do ataque dos guerreiros atenienses. As feições nodosas e barbadas de Homero me são caras, pois também ele conheceu a cegueira.Assim, nesse meu segundo dia, tentaria sondar a alma do homem por meio de sua arte. Veria então o que conheci pelo tacto. Mais maravilhoso ainda, todo o magnífico mundo da pintura me seria apresentado. Mas eu poderia ter apenas uma impressão superficial. Dizem os pintores que, para se apreciar a arte, real e profundamente, é preciso educar o olhar. É preciso, pela experiência, avaliar o mérito das linhas, da composição, da forma e da cor. Se eu tivesse a visão, ficaria muito feliz por me entregar a um estudo tão fascinante.À noite de meu segundo dia seria passada no teatro ou no cinema. Como gostaria de ver a figura fascinante de Hamlet ou o tempestuoso Falstaff no colorido cenário elisabetano! Não posso desfrutar da beleza do movimento rítmico senão numa esfera restricta ao toque de minhas mãos. Só posso imaginar vagamente a graça de uma bailarina, como Pavlova, embora conheça algo do prazer do ritmo, pois muitas vezes sinto o compasso da música vibrando através do piso. Imagino que o movimento cadenciado seja um dos espetáculos mais agradáveis do mundo. Entendi algo sobre isso, deslizando os dedos pelas linhas de um mármore esculpido; se essa graça estática pode ser tão encantadora, deve ser mesmo muito mais forte a emoção de ver a graça em movimento.Na manhã seguinte, ávida por conhecer novos deleites, novas revelações de beleza, mais uma vez receberia a aurora. Hoje, o terceiro dia, passarei no mundo do trabalho, nos ambientes dos homens que tratam do negócio da vida. A cidade é o meu destino.Primeiro, paro numa esquina movimentada, apenas olhando para as pessoas, tentando, por sua aparência, entender algo sobre seu dia-a-dia. Vejo sorrisos e fico feliz. Vejo uma séria determinação e me orgulho. Vejo o sofrimento e me compadeço.Caminhando pela 5ª Avenida, em Nova York, deixo meu olhar vagar, sem se fixar em nenhum objeto em especial, vendo apenas um caleidoscópio fervilhando de cores. Tenho certeza de que o colorido dos vestidos das mulheres movendo-se na multidão deve ser uma cena espetacular, da qual eu nunca me cansaria. Mas talvez, se pudesse enxergar, eu seria como a maioria das mulheres – interessadas demais na moda para dar atenção ao esplendor das cores em meio à massa.Da 5ª Avenida dou um giro pela cidade – vou aos bairros pobres, às fábricas, aos parques onde as crianças brincam. Viajo pelo mundo visitando os bairros estrangeiros. E meus olhos estão sempre bem abertos tanto para as cenas de felicidade quanto para as de tristeza, de modo que eu possa descobrir como as pessoas vivem e trabalham, e compreendê-las melhor.Meu terceiro dia de visão está chegando ao fim. Talvez haja muitas atividades a que devesse dedicar as poucas horas restantes, mas aço que na noite desse último dia vou voltar depressa a um teatro e ver uma peça cômica, para poder apreciar as implicações da comédia no espírito humano.À meia-noite, uma escuridão permanente outra vez se cerraria sobre mim. Claro, nesses três curtos dias eu não teria visto tudo que queria ver. Só quando as trevas descessem de novo é que me daria conta do quanto eu deixei de apreciar.Talvez este resumo não se adapte ao programa que você faria se soubesse que estava prestes a perder a visão. Nas sei que, se encarasse esse destino, usaria seus olhos como nunca usara antes. Tudo quanto visse lhe pareceria novo. Seus olhos tocariam e abraçariam cada objeto que surgisse em seu campo visual. Então, finalmente, você veria de verdade, e um novo mundo de beleza se abriria para você.Eu, que sou cega, posso dar uma sugestão àqueles que vêem: usem seus olhos como se amanhã fossem perder a visão. E o mesmo se aplica aos outros sentidos. Ouça a música das vozes, o canto dos pássaros, os possantes acordes de uma orquestra, como se amanhã fossem ficar surdos. Toquem cada objeto como se amanhã perdessem o tacto. Sintam o perfume das flores, saboreiem cada bocado, como se amanhã não mais sentissem aromas nem gostos. Usem ao máximo todos os sentidos; goze de todas as facetas do prazer e da beleza que o mundo lhes revela pelos vários meios de contacto fornecidos pela natureza. Mas, de todos os sentidos, estou certa de que a visão deve ser o mais delicioso. 

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Obstáculo

 Onde você vê um obstáculo,alguém vê o término da viageme o outro vê uma chance de crescer.Onde você vê um motivo pra se irritar,Alguém vê a tragédia totalE o outro vê uma prova para sua paciência.Onde você vê a morte,Alguém vê o fimE o outro vê o começo de uma nova etapa…Onde você vê a fortuna,Alguém vê a riqueza materialE o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria total.Onde você vê a teimosia,Alguém vê a ignorância,Um outro compreende as limitações do companheiro,percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo.E que é inútil querer apressar o passo do outro,a não ser que ele deseje isso.Cada qual vê o que quer, pode ou consegue enxergar."Porque eu sou do tamanho do que vejo.E não do tamanho da minha altura." 

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O que é de fato significativo?

O filho que muitas vezes não limpa o quarto e fica vendo televisão, significa que… está em casa! A desordem que tenho que limpar depois de uma festa, significa que… estivemos rodeados de familiares e amigos! As roupas que estão apertadas, significa que.. tenho mais do que o suficiente para comer! O trabalho que tenho em limpar a casa, significa que… tenho uma casa! As queixas que escuto acerca do governo, significa que… tenho liberdade de expressão! Não encontro estacionamento, significa que… tenho carro! Os gritos das crianças, significa que… posso ouvir! O cansaço no final do dia, significa que… posso trabalhar! O despertador que me acorda todas as manhãs, significa que… estou vivo! Finalmente pela quantidade de mensagens que recebo, significa que… tenho amigos pensando em mim!

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Filtro Solar

Nunca deixem de usar filtro solar. Se eu pudesse dar só uma dica sobre o Futuro seria esta:use filtro solar. Os benefíciosa longo prazo do uso de Filtro solar estão provados e comprovados pela ciência. Já o restode meus Conselhos não tem outra base confiável além de minha própria experiência Errante. Mas agora eu vou compartilhar esses conselhos com vocês…Não se preocupe com o futuro. Ou então se preocupe, se quiser, mas saiba Que "pré-ocupação"é tão eficaz quanto mascar chiclete e para tentar resolver Uma equação de álgebra. As encrencas de verdade em sua vida tendem a vir de Coisas que nunca passaram pela sua cabeça  preocupada, que te pegam no ponto Fraco às 16h de uma terça-feira modorrenta.Todo dia enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade.Cante.Não seja leviano com o coração dos outros, não ature gente de coração Leviano. Use fio dental. Não perca tempo com inveja. Às vezes, se está por Cima; às vezes, por baixo… A peleja é longa e, no fim, é só você contra Você mesmo.Estique-se,não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida. As Pessoas mais interessantes que conheço não sabiam aos 22 o que queriam Fazer da vida. Alguns dos quarentões mais interessantes que conheço ainda Não sabem.Tome bastante cálcio. Seja cuidadoso com os joelhos: você vai sentir falta Deles. Faça o que fizer, não se auto congratule demais e nem seja severo Demais com você. As suas escolhas têm sempre metade das chances de dar Certo. É assim com todo mundo.Desfrute de seu corpo, use-o de toda maneira que puder mesmo. Não tenha Medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele. É o mais Incrível instrumento que você jamais vai possuir.Dance… Mesmo que não Tenha onde, além de seu próprio quarto.Dedique-se a conhecer os seus pais. É impossível prever quando estarão indo Embora, de vez. Seja legal com os seus irmãos. Eles são a melhor ponte com O seu passado e, possivelmente, quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.Entenda que amigos vão e vêm. Mas nunca abra mão de uns poucos e bons.Esforce-se de verdade para diminuir as distâncias geográficas e destinos de Vida, porquequanto mais velho você ficar, mais você vai precisar das Pessoas que conheceu quando jovem. Viaje.Aceite certas verdades Inescapáveis: os preços vão subir, os políticos vão saracotear, você também Vai envelhecer. E quando isso acontecer, você vai fantasiar que quando era Jovem os preços eram razoáveis, os políticos eram decentes e as crianças Respeitavam os mais velhos.Respeite os mais velhos e não espere que ninguém segure a sua barra. Talvez Você arrumeuma boa aposentadoria privada, talvez case com um bom partido, Mas não esqueça que um dos dois pode, de repente, acabar.Não mexa demais Nos cabelos, senão quando você chegar aos 40, vai aparentar 85.Cuidado com os conselhos que comprar, mas seja paciente com aqueles que oferecem.Conselho é uma forma de nostalgia. Compartilhar conselhos é um Jeito de pescar o passado do lixo, de esfregá-lo, repintar as partes feias E reciclar tudo por mais do que vale.Mas no filtro solar, acredite! 

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Ferreiro

 Era uma vez um ferreiro que, após uma juventude cheia de excessos, resolveu entregar suaalma a Deus. Durante muitos anos trabalhou com afinidade, praticou a caridade, mas, apesar de toda sua dedicação, nada parecia dar certo na sua vida.Muito pelo contrário: seus problemas e dívidas acumulavam-se cada vez mais.Uma bela tarde, um amigo que o visitara e que se compadecia de sua situação difícil comentou:"É realmente estranho que, justamente depois que você resolveu se tornar um homem temente a Deus, sua vida começou a piorar. Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas apesar de toda a sua crença no mundo espiritual, nada tem melhorado".O ferreiro não respondeu imediatamente. Ele já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender o que acontecia em sua vida. Entretanto, como não queria deixar o amigo sem resposta, começou a falar e terminou encontrando a explicação que procurava. Eis o que disse o ferreiro:"Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transforma-lo em espadas.Você sabe como isto é feito?Primeiro eu aqueço a chapa de aço num calor infernal, até que fique vermelha.Em seguida, sem qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado e aplico golpes até que a peça adquira a forma desejada. Logo, ela é mergulhada num balde de água fria e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor, enquanto a peça estala e grita por causa da súbita mudança de temperatura. Tenho que repetir esse processo até conseguir a espada perfeita:uma vez apenas não é suficiente".O ferreiro deu uma longa pausa, acendeu um cigarro e continuou:"Às vezes, o aço que chega até minhas mãos não consegue agüentar esse tratamento. O calor, as marteladas e a água fria terminam por enche-lo de rachaduras. E eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada. Então, eu simplesmente o coloco no monte de ferro velho que você viu na entrada de minha ferraria.Mais uma pausa e o ferreiro concluiu: "Sei que Deus está me colocando no fogo das aflições. Tenho aceito as marteladas que a vida me dá, e às vezes sinto-me tão frio e insensível como a água que faz sofrer o aço.Mas a única coisa que peço é: "Meu Deus, não desista, até que eu consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim.Tente da maneira que achar melhor, pelo tempo que quiser mas jamais me coloque no monte de ferro velho das almas". 

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